Cadastre-se para receber nossos boletins



"A imaginação é mais importante do que o conhecimento" (Einstein)

Mandala

Menu Viva Melhor Desenvelhecer

Desenvelhecer é possível? Deepak Chopra e Edna Mello acreditam que sim!

 Edna Mello
EdnaVocê já pensou em parecer ser 15 anos mais jovem, ou melhor ainda, não apenas parecer mas sentir-se 15 anos mais jovem também? Essa é a proposta que Edna Mello, consultora holística do Espaço Integração do Ser, apresenta com o curso que deverá começar em Agosto. O curso é inspirado no livro Torne-se Mais Jovem, Viva Por Mais Tempo, de Deepak Chopra e David Simon, e também em conceitos da Medicina Ayurvédica e da Física Quântica.
Gosto muito do assunto desde que li, num livro do próprio Deepak
Chopra, um mestre indiano dizer que a gente envelhece meio por ‘imitação', vemos os outros envelhecerem e acreditamos que ‘temos' que envelhecer também, de preferência com doenças e angústias. Hoje, mesmo não sendo mestre de nada, tenho certeza que, mais do que ‘imitação', envelhemos mal por causa de ‘programação mental' que interesses financeiros colocam em nossa cabecinha. Porque a Medicina, a Psicologia, a Ciência em geral, trabalham não sei porque quase que apenas com as patologias, com nossos aspectos negativos e pouco atenção prestam à saúde e às nossas qualidades (que são, em todo mundo, muito maiores que os defeitos).
"De acordo com a tradição curativa e ayurvédica da Índia, diz Edna, o envelhecimento é uma ilusão, pois o verdadeiro Eu de cada um não é corpo nem mente. E também da perspectiva da física quântica, há novas maneiras de comprender e experimentar o corpo, e sob esta ótica é possível entender o desenvelhecimento.
"Ao mudar pensamento e conduta, você pode mudar a experiência e o envelhecimento do seu corpo. A percepção, interpretação e expectativa de cada um influenciam a saúde física e mental, e podem mudar nossas perspectivas e escolhas e assim mudar nossa própria vida.
O curso terá duração de 3 meses, com 12 encontros de 2 horas cada, sendo também ‘uma porta para o autoconhecimento e a mudança. Primeiramente, serão avaliados os critérios biológiocos indivíduais. Essas características serão analisadas com bases nos gunas, que na visão Hindu representam nossas características físicas e emocionais. Os gunas são divididos em Sattva, Rajas e Tamas, cada um com as suas peculiaridades e preferências, e com essa análise será possível traçar um perfil individual, destacando os pontos fortes e os pontos a serem melhorados.
Após essa identicação serão levantados os aspectos individuais e diários da aluno, como a alimentação, o sono, a hidratação, e assim por diante. Nesta etapa a pessoa já recebe os decretos que deverá usar, que são frases afirmativas, que têm como objetivo substituir o padrão mental atual. Edna dá um exemplo de um dos decretos que utiliza: "Todos os dias, de todas as maneiras possíveis, estou aumentando a minha capacidade mental e física. Meu biostato está ajustado em X anos de idade saudável. Pareço ter e me sinto com X anos" de idade e muito saudável.. Biostato é o nosso "relógio" biológico interno.
Numa segunda etapa será avaliada como está a percepção da idade e peso desta pessoa, assim como a saúde física. E num terceiro momento começarão as práticas em grupo, para que aja a integração entre corpo e mente, com exercícios baseados no Yoga, "que têm o intuito de buscar a sensibilização dessas pessoas para trazer à tona o prazer e a alegria de viver, explica Edna. Outros aspectos importantes que serão abordados no curso são a meditação, como eliminar ou corrigir relacionamentos "tóxicos" e aumentar a autoestima."
Serviço: Para fazer inscrição no curso ou obter mais informações sobre o Espaço Integração do Ser entre em contato pelos telefones:  (11) 2097-8097  e 2092-9058 ou acesse: www.integracaodoser.com.br

Indique este site



Nascemos dançarinos como Shiva
Como quase não dançamos, morremos de tédio e de falta de movimento 

Dr. Gaiarsa. Foto: DivulgaçãoDr.Gaiarsa

"Muitos anos atrás, um amigo me disse que eu era o mestre do óbvio, e até hoje acho que essa é a melhor definição que me deram. Porque de fato eu não invento nada, só constato o óbvio. Agora porque só eu vejo o óbvio é que eu não entendo. Depois que eu falo, as pessoas concordam e dizem: É verdade, é óbvio. Mas nem sempre praticam esse óbvio.

O movimento, por exemplo. Se 2/3 de nosso cérebro funcionam apenas para nos movimentarmos, para mim é óbvio que o movimento é a coisa mais importante de nossa vida, aliás movimento é vida (parêntesis meu: curiosamente esse é exatamente o nome de um livro do Meir Schneider e de um CD da Sylvia Lakeland, dois terapeutas que sabem do que falam, como o Gaiarsa). E nós valorizamos cada vez mais a palavra e pouco ligamos ao movimento. E também à visão, que usa mais ou menos a metade do 1/3 restante do cérebro. Então, visão e movimento são tudo na vida, desde o nosso nascimento.

Você quer um exemplo? Você ouve um ruído muito forte nesta cozinha. Você fica alerta mas não se move. Você olha para o lado que vem o som e aí então é que você vai se movimentar. Ou seja, a audição não induz ao movimento, não induz à ação, com a exceção, talvez única, da música na dança. Mas nós podemos dançar muito bem sem qualquer música, sem qualquer som."
Eh, velho Gaiarsa, 89 anos e em plena forma - física e mental!

"Olha, eu não lembro o teu nome, mas também nunca guardei bem os nomes das pessoas. Mas lembro bem de você nas outras conversas que tivemos, do teu rosto e de como você presta atenção ao que estou falando. Assim dá gosto conversar com alguém, ou dar uma entrevista.

"Você já reparou que ninguém olha para o rosto de ninguém? Entra num supermercado, por exemplo, e presta atenção. Ninguém olha para ninguém, somos todos seres isolados, pensando em nossa segurança. Eta conceito bobo. Se nós mudamos praticamente a cada segundo, e o universo mais ainda do que nós, como vamos ter segurança em alguma coisa? No nosso apartamentozinho, no nosso carrinho? Tudo isso também muda e pode desaparecer de repente...

"O movimento é fundamental no aprendizado dos bebês, como o Instituto do Glen Doman já cansou de provar. O bebê deve primeiro se arrastar no chão, claro que num lugar arrumadinho e confortável, depois engatinhar muito e só depois disso começar a andar (penso cá comigo, que pena que os pais, ansiosos que só, querem ver os filhos andando o mais cedo possível e pulam a etapa do engatinhar... e aí o desenvolvimento cerebral é menos ou bem mais lento!)

"Até os 4 anos, mais ou menos, a criança aprende 90% de tudo que vai saber a vida inteira, e o volume do cérebro, nessa idade, já está com 90% de sseu volume final. Se você compara o cérebro de uma criança de 4 anos com um de adulto não dá nem para notar a diferença.

"A partir daí, ou pouco depois, a criança entra na escola e seus movimentos são limitados brutalmente. E começa o blá, blá, blá, o aprendizado só pela palavra. E a partir daí vamos virando autômatos... A palavra tem um valor apenas genérico, estatístico... Se eu falo para você, por exemplo, peguei a tesoura e coloquei na mesa. Se você não estiver vendo o que estou falando, com certeza a minha tesoura e a minha mesa não terão nada a ver com a tesoura e a mesa que estão na sua cabeça. Só quando eu te mostro a tesoura e a mesa das quais estou falando é que nós vamos ter uma comunicação efetiva.

"O movimento é importante a vida inteira, mas poucos adultos conseguem utilizar uma porcentagem significativa de seus 250 mil neurônios motores, e nem mesmo conseguem movimentar mais do que 15 ou 20% de seus músculos. Todos os animais têm movimentos lindos, mas nenhum deles consegue imitar outros animais.

O homem, quando está solto, também tem movimentos lindos e consegue imitar qualquer animal. Solte-se um pouquinho e mexa as suas mãos à vontade e perceba como você consegue fazer movimentos lindos... Somos todos Shiva... Somos dançarinos natos, pena que quase não dançamos... Eu danço quase todos os dias, quase uma hora, e de preferência um CD do Mozart (ah, lembro do curso de Gestão de Si Mesmo, que fiz com a Lia Diskin, e que a base era dançar músicas clássicas. Uma beleza!)

"Aliás, continua José Ângelo Gaiarsa, nós morremos não é tanto por envelhecimento ou por doenças. Nós envelhecemos, ou adoecemos, por tédio e falta de movimentos. Agora eu sugiro que as pessoas idosas pratiquem qualquer tipo de atividade de movimento mas nunca em academias, ou com treinadores, porque aí voltamos à repetição dos movimentos até a exaustão. Então, faça 6 meses de Yoga, depois 6 meses de natação, depois caminhadas, Tai Chi Chuan, sempre variando o tipo de movimentos porque o cérebro, os neurônios motores e os músculos gostam muitos de novidades, de surpresas. Só que a ‘segurança' que tanto valorizamos detesta surpresas e novidades, gosta de repetição, de automatismo...

Pergunto para o Gaiarsa se a mídia e a propaganda não estão ajudando muito a virarmos autõmatos cada vez mais. "Claro, a propaganda quer criar ‘pré-conceitos', ou seja, antes de você formar um conceito sobre um produto a propaganda quer que você compre sem pensar, no automatismo puro... Mas no meu tempo de jovem não existia a influência da propaganda e nós também éramos programados por outros preconceitos. Por exemplo: na minha adolescência se alguém falasse qualquer coisa de sexo, e isso numa roda só de homens, ficava todo mundo travado e ninguém falava nada por vários minutos. E tínhamos mais um mundo de condicionamentos colocados em nossa cabeça por pais, parentes, igreja, professoras... Agora temos esses mesmos condicionamentos e mais a quantidade infernal de anúncios e receitas prontas do que devemos fazer...

"Mas eu tenho algumas esperanças de melhoras no ser humano. Com pais e mães trabalhando cada vez mais, eles ficam cada vez menos em casa, assim as crianças têm mais liberdade e um convívio maior com outras crianças. Assim, como na primeira infância aprendemos basicamente por imitação, temos mais modelos para imitar. E, melhor ainda, a possibilidade de as crianças criarem entre si os seus próprios, e novos, modelos. Porque nem sempre os pais são grandes modelos a se seguir...

Contato mesmo? Só pele com pele!

"Bom, já falamos bastante, diz Gaiarsa, vamos fechar com o que considero o único contato efetivo entre pessoas. Como já disse, com palavras apenas, o contato é minimo. Com o olhar, ele aumenta bastante. Mas o contato real e maior se faz pele com pele (penso novamente cá comigo: certo, com-tato só pode ser feito pelo tato, pela pele).
"Então me dê um abraço de despedida e pode ir embora. Abraçamo-nos e eu ainda tento dizer mais umas coisinhas mas logo sou interrompido:"Cale a boca e apenas fique abraçado comigo e sinta o seu coração bater junto ao meu.. Só isso, e silêncio!!!

Eh, eh Gaiarsa, valeu. Você vê e fala sobre o óbvio e às vezes a gente demora para absorver esse óbvio.

Serviço: Para saber mais sobre o pensamento do Gaiarsa leia seus livros (Editora Summus) - aliás ele disse na entrevista que nunca escreveu tão bem como atualmente - e veja seu site: www.drgaiarsa.com.br 



10 passos para o desenvelhecimento


   

logo

Sylvia


 Confira aqui os nossos boletins!



Jornalternativo Online

   2002-2010 ©.