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"Ninguém vê a tua intenção, mas todos vêem a tua conduta" (Roberto Inácio)

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Olhares diferentes sobre a nossa visão

Olhar"Eu gostei muito deste livro. Ele oferece às pessoas que têm problema de visão um caminho não-convencional de tratamento. Em meu trabalho como médico oftalmologista, sinto que muitos pacientes poderiam colaborar com sua cura se ampliassem o autoconhecimento. O conhecer-se por intermédio do sistema visual que Roberto Kaplan apresenta, combina em boa parte com as observações de quem atende muitos pacientes.

Todo oftalmologista já percebeu que o míope, o hipermétrope e o astigmata apresentam perfis característicos de personalidade. Mas o autor de Visão Consciente vai além e trata toda disfunção ocular como uma metáfora da personalidade. Ele faz a união da oftalmologia com a psicologia, os comportamentos e terapias visuais, montando um modelo de tratamento da visão que pode ser utilizado por oftalmologistas do mundo inteiro... Veja bem e boa leitura."
(Paulo Tavolieri, oftalmologista, no prefácio do livro de Roberto Kaplan, Visão Consciente, da Editora Mercúrio)

Roberto Kaplan é doutor em Optometria, mestre em Educação, fotógrafo, cientista e xamã. Além de escritor de sucesso internacional. No livro Visão Consciente, ele defende, inclusive com depoimentos de muitos clientes, que as emoções influem demais na visão, especialmente as emoções vividas na infância na relação com os pais. Até aí, tudo bem, não é muito difícil de entender. Mas ele defende também que o uso de óculos e lentes de contato também moldam a personalidade. Aí a coisa parece complicar, não?

Mas, como sou míope desde criança, dei uma olhadinha no capítulo sobre miopia e as coisas batem muito com o meu caso, de quem começou a usar óculos de grau aos 7 anos. E consegui até identificar o momento de problema na relação com os pais que, acho eu, deu origem à minha miopia. Não identifiquei nem trabalhei o medo que surgiu nesse momento e daí surgiu a miopia.

Com os óculos e os exercícios do Yoga para os Olhos, minha visão melhorou muito durante 4 anos e depois piorou um pouco devido também a problemas emocionais, que acentuaram um pouquinho a catarata. Então, vamos batalhar agora usando também os ensinamentos do Kaplan e os exercícios com fotos, que estão no livro também, e são muito estranhos mas muito interessantes.

E deixo com vocês algumas observações do Kaplan sobre os míopes: "O pensamento racional é bastante útil e altamente encorajado por todo o mundo moderno. Sendo lógico, você pode minimizar os sentimentos, permanecer focado, fazer o seu trabalho e ser recompensado (oi eu aí, na infância, na juventude e em boa parte da vida adulta!). O pagamento costuma ser uma promoção no trabalho ou recompensas materiais.

É interessante notar que a miopia é a doença ocular mais amplamente tratada com lentes corretoras e com cirurgia. E quase metade dos americanos e dos europeus são míopes. Os registros clínicos mostram uma forte correlação entre a miopia e as atividades analíticas e intelectuais. Essa correlação não é surpreendente, uma vez que a cultura do nosso mundo, adotou, há pelo menos 800 anos, um modo de vida míope, em que construímos as nossas percepções em torno de paradigmas analíticos e intelectuais.

Não é preciso ir muito longe para encontrar explicações para nossa miopia que vão bem além das habituais ‘globo ocular grande demais' ou ‘hereditariedades'.A miopia é um modo de sobrevivência baseado no medo que sustenta as formas lógicas e lineares da personalidade.

Pessoas míopes, por exemplo, inclinam-se para a frente para ver. São leitores ávidos e tendem a segurar o livro muito próximo dos olhos. E fazem uma careta característica no esforço para se identificar com qualquer coisa ou qualquer pessoa fora do eu (olha eu aí de novo e por inteiro no livro do Kaplan).
Excelente livro esse do Kaplan, lançado no Brasil pela Editora Mercúrio. Não percam!

Também na Oftalmologia o doente é mais importante que a doença

E continuamos no assunto com um texto de uma edição antiga do Jornalternativo e que está no site do Dr. Laércio Motoryn, oftalmologista que trabalha também com homeopatia, florais, exercícios do Meir Schneider e reconhece a importância das emoções nos problemas e nos tratamentos da visão.

"Depois de muitos anos de clínica oftalmológica, percebo com certa facilidade que muitas vezes a minha verdade, por mais correta e científica que ela seja, pode não ser a verdade que o paciente está necessitando naquele momento. Então, tenho que ficar aberto e atento ao que o paciente está de fato precisando, sentindo falta. Muitas vezes é só atenção, carinho. E a partir daí fica bem mais fácil ajudar aquela pessoa".

Estamos conversando com Dr. Laércio Motoryn, oftalmologista, que procura, "sempre que possível" trabalhar com uma abordagem integrativa dentro de sua especialidade."Gosto de atender pessoas de baixa visão, problemas bem sérios, que nem sempre agradam ao médico, devido a pouca ou nenhuma possibilidade de recuperação. Se a pessoa gosta de ler, posso indicar lentes especiais para a pessoa conseguir ler ainda que chegando o livro muito perto dos olhos. Ou se o paciente sente necessidade de participar de um grupo, e gosta de jogar cartas, posso indicar este baralho que tem os símbolos bem ampliados, o que pode permitir que o paciente de baixa visão tenha alguns momentos de lazer. Claro que isso não vai melhorar a sua visão, mas pode fazer com que ele se sinta bem e participante de um grupo."

"E mesmo para esses pacientes eu indico os exercícios do Dr. Bates, do Meir Schneider e outras técnicas. Porque esses exercícios fazem bem a qualquer pessoa, ainda que pouco ajudem a melhorar a visão de quem tem problemas muito graves. Mas esses exercícios são um momento de carinho, de amor, que a pessoa dedica a si mesmo. Isso é ótimo e, infelizmente, cada vez mais raro atualmente. Observe o ‘palming', o exercício de colocar as mãos em concha sobre os olhos e ficar assim alguns minutos. É como se você colocasse os olhos numa ‘casinha', recebendo o calor que vem das palmas das mãos. Claro que isso relaxa os olhos e acaba também relaxando o corpo inteiro. Com a tensão que as pessoas vivem hoje, principalmente nas grandes cidades, sempre correndo e muitas vezes não sabendo para onde e para que, qualquer momento de relaxamento é ótimo".

"E porque não existem dois pacientes iguais - por exemplo, dois pacientes com o mesmo tipo de problema podem ter níveis de visão completamente diferentes -, utilizo nos tratamentos a Homeopatia e várias outras técnicas complementares à oftalmologia tradicional. Utilizo algumas vezes, por exemplo, a EMDR, que é uma espécie de ‘reprogramação mental' através dos movimentos dos olhos. Acompanhando com os olhos a movimentação rápida de meus dedos, algumas vezes o paciente acaba encontrando em seu passado uma emoção forte, um, digamos, trauma, que originou o seu problema de visão. Porque ver é também um ato de vontade. É razoavelmente fácil perceber que a pessoa voltada mais para o exterior tem mais facilidade para ver de longe do que de perto. E a pessoa fechada em si mesmo muitas vezes vê muito bem de perto e mal de longe.

Serviço: Veja o site do Motoryn que é muito interessante e tem muita informação importante e fácil de entender. www.cpvi.com.br

 

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Médicos desancam planos de saúde. Com toda a razão

 

Mas...

presentes’ recebidos dos laboratórios já incomodam, e muito, os Conselhos de Medicina.

 

Você sabia que o seu plano de saúde pode estar pagando apenas R$ 25,00 pela sua consulta no ginecologista? E no caso de parto, o obstetra recebe R$ 200,00 apenas? Seja parto normal ou cesariana?

Essas são as informações que uma campanha dos ginecologistas e obstetras de São Paulo está nos passando. Parece brincadeira mas é verdade. E tem coisas piores: existem clínicas que têm todos os convênios e então chamam médicos para atender seus clientes e chegam a pagar R$ 6,00 por uma consulta. Conheci uma médica que trabalhava assim um dia por semana e chegava a atender 50 a 60 pacientes por dia, para salvar o seu dia!

Uma curiosidade: o cinegrafista que filma alguns partos ganha, em média, R$ 450,00 por isso, ou seja, mais do que o dobro do médico e sem nenhum responsabilidade.

Será que alguma coisa está errada? O que você acha?

E o convênio só paga uma consulta por mês. Como no último mês de gravidez, a mulher precisa de consultas semanais, o que acontece? O convênio diz para o médico: O problema é seu!

Isso explica talvez porque há tantos partos por cesariana para as mulheres que usam seguro saúde. E o diretor de uma importante maternidade declara que outra razão para tantas cesarianas (mais de 80% nos atendimentos por convênio, quando a orientação da Organização Mundial da Saúde indica um máximo de 15%) é que muitos médicos não sabem fazer parto normal!!! E, claro, que nesses casos os médicos não têm um pingo de razão. 

Outra maluquice, resultado de pesquisa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo: cerca de 80% dos médicos recebem visita de propagandistas dos laboratórios farmacêuticos, e 48% deles receitam os remédios que as fábricas indicam. Pode uma coisa dessas? E a mesma pesquisa mostra que 93% dos médicos receberam no último ano algum tipo de benefício ou pagamento de até R% 500,00 de empresas de remédios. E ainda tem mais: 37% recebem ‘prêmios’ muito maiores, como viagens internacionais!!!

E mais: Para o Cremesp, um terço dos médicos mantém uma "relação contaminada com a indústria farmacêutica e de equipamentos, que ultrapassa os limites éticos".
"Para boa parte [dos médicos], a única forma de atualização é a propaganda de laboratório. E com ela vem os presentes, os brindes. Isso tomou uma dimensão maior, mais promíscua, quando as receitas passaram a ser monitoradas", diz Luiz Alberto Bacheschi, presidente do Cremesp. Sabe por quê? em troca de brindes ou dinheiro, farmácias e drogarias brasileiras auxiliavam a indústria de remédios a vigiar as receitas prescritas por médicos.
Com acesso a cópias do receituário, representantes dos laboratórios pressionavam os profissionais a indicar seus produtos e os recompensavam por isso.
A prática não é ilegal, mas é considerada antiética. Afinal, quem pode pagar essa conta é o paciente. "Na troca de favores, o médico pode receitar um medicamento que tenha a mesma eficácia clínica do que o concorrente, mas que custa mais caro", explica o cardiologista Bráulio Luna Filho, coordenador da pesquisa do Cremesp.
 

Na área de equipamentos médico-hospitalares, a eficácia da visita é ainda maior: 71% dos profissionais da saúde acatam a recomendação da indústria. 

A maioria dos médicos (62%) avalia de forma positiva a relação com a indústria.
Para 73% deles, os congressos científicos não se viabilizariam sem apoio da indústria de medicamentos e de equipamentos.
Luna Filho pondera que, com a internet, o acesso a informações médicas está universalizado. "Essa conversa de que médico tem que ir para congresso no exterior para se atualizar é balela. Ele vai é para fazer turismo."
Existem várias normas -inclusive um artigo no novo Código de Ética Médica, uma resolução da Anvisa e um "código de condutas" da associação das indústrias- que tentam evitar o conflito de interesses na relação entre médicos e laboratórios.
"O problema é que não existe um controle rigoroso de nenhuma das partes", diz Volnei Garrafa, professor de bioética da UnB.
 

O processo de sedução da indústria de medicamentos e de equipamentos já começa nos bancos das escolas médicas. Na pesquisa do Cremesp, 74% dos médicos declararam ter presenciado ou recebido benefícios durante os seis anos de curso.
Outros 58% receberam a visita de representantes da indústria no hospital-escola. Um percentual menor (13%) teve financiamento para participar de eventos científico, cultural ou esportivo.
"Os brindes, os patrocínios já começam na graduação. Quando formado, o médico continua achando a relação natural", diz Bráulio Luna Filho, do Cremesp.
Em Harvard, estudantes têm criticado professores que recebem presentes ou dinheiro da indústria farmacêutica (fazendo pesquisa ou dando cursos ou palestras). A questão é: até que ponto há isenção no que eles estão ensinando aos alunos?
Segundo Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina da USP, alguns setores do Hospital das Clínicas- como o de infectologia- já restringem o acesso dos representantes da indústria, embora outros ainda dependam das amostras grátis.
Mas ainda não há políticas de restrição em relação aos estudantes. Na sua opinião, só é justificável um professor da USP ter atividades financiadas pela indústria se ele estiver envolvido em alguma pesquisa clínica dentro da universidade.



 



 Atrite-se...

Roberto CremaRoberto Crema
 Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio, sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida
como grandes pedras, cheia de excessos.
Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar...
Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir,
através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

Serviço: Na conclusão do seu livro sobre Philon e os Terapeutas de Alexandria Cuidar do Ser, Jean-Yves Leloup diz:
Ao lado da ordem dos médicos falta criar a ordem dos terapeutas. Lembraria as exigências de uma abordagem multidimensional do ser humano e favoreceria uma prática menos fragmentada, quer dizer, menos sectária, da medicina, da psicologia e da espiritualidade. Não se pode esperar um mundo melhor sem uma revisão dos pressupostos antropológicos de nossos métodos de cuidar. Um mundo melhor exige uma melhor antropologia.

O Colégio Internacional dos Terapeutas foi fundado no dia 8 de setembro de 1992, na UNIPAZ-DF. O CIT-Brasil faz parte da REDE UNIPAZ, como organismo complementar, e estende-se pelas diferentes unidades nacionais e internacionais da UNIPAZ.

Leia um dos 10 princípios que o CIT gostaria que todos os terapeutas seguissem: Ética da benção e do respeito à inteireza, jamais reduzindo o ser humano a um rótulo, e também cuidando, nele, daquilo que não é doente, a partir do qual uma dinâmica de cura é ativada;
Roberto Crema é Reitor da UNIPAZ e Coordenador do CIT-Brasil . Veja o site www.unipazsp.org.br 
 e leia mais sobre o Colégio Internacional dos Terapeutas.



Manifesto pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil



Aprender a pensar é muito melhor do que aprender só o que o professor sabe...



Brasileiro tem vocação para a felicidade?



O imediatismo da economia, da mídia e da política



As crianças da Nova Era



Cientistas não são deuses (embora muitos achem que são...)



É possível conversar com os animais? É sim



O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?



A Magia de Machu Picchu



Um viva para as pessoas esquisitas!


   

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Sylvia


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