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“Curar uma doença é como esperar ter sede  para então cavar um poço”.

Li Shizhen (1.518-1.593), Patriarca da Medicina Tradicional Chinesa.

 

Menu Eu acho que...

É possível conversar com os animais? É sim
É conversando que a gente se entende... pelo menos com os animais!

Sheila

Falar com um cachorro, ou um gato, grande coisa, não é? A gente vê isso todo dia na rua (e eu sempre fico olhando pra ver se o bicho responde - para ver a cara da dona, ou do dono, claro).E falar com um elefante? Ou com formigas? Ou com pernilongos, baratas etc etc? E com plantas, árvores e pedras? Complicou um pouco, não?

E se os danados dos bichos, todos eles, e quase sempre, respondem, como é que ficamos?

Para Sheila Waligora (e segundo ela, para muitas outras pessoas, só que o pessoal prefere não dizer nada, ‘para não ser chamado de maluco'), conversar com animais é uma coisa absolutamente normal, e ela fazia isso ainda quando criança, embora não soubesse bem o que estava acontecendo. O que Sheila não entende é a ‘inteligência' humana: "Não sei como uma espécie que se diz inteligente pode acreditar que o mundo inteiro, todas as espécies, todos os reinos, foram criados unicamente para o seu uso. Uso desenfreado, idiota, que está destruindo o próprio mundo, nossa própria casa. E nós é que somos racionais, é?", diz Sheila.

Sheila é veterinária, claro, mas só utiliza tratamentos naturais, como homeopatia, florais, alimentação e comunicação telepática. Trabalhou com pecuária orgânica, viveu em várias comunidades, inclusive no Japão, e sempre alimentou o sonho da infância de trabalhar com animais selvagens.

Anos atrás leu um livro de Penelope Smith, comunicadora com outras espécies, adorou e logo foi para os Estados Unidos fazer curso com ela. A partir daí ganhou confiança, "ou melhor, deixei de me preocupar com o que as pessoas iriam pensar de mim", e abriu de vez o seu trabalho, fazendo atendimentos com animais (‘e seus donos, senão não funciona') e fazendo palestras e dando cursos. E escreveu o livro Eu falo, Tu falas... Eles falam - Guia para Comunicação Entre Espécies, que já está na terceira edição, esta editada pela Irdin Editora.

"É preciso mudar"

"A maioria das pessoas acha correto matar os animais que incomodam e cuidar muito bem dos que aliviam sua solidão, divertem e auxiliam-nas. E também acham que sem usar os animais em pesquisas não podemos progredir. Mas para muita gente Deus, o Divino, o Grande Espírito, o nome que você queira dar, está presente em tudo o que existe, plantas, minerais, animais, mesmo naqueles que ‘incomodam' muito, como baratas e pernilongos. As pessoas têm ‘nojo' de baratas, mas o nojo está nelas, não nas baratas," vai nos falando a Sheila.

Com os pernilongos, Sheila faz o seguinte: coloca ‘comidinhas' nas janelas para eles e vai conversando, dizendo que quando ela estiver dormindo eles podem dar umas mordidinhas, mas sem machucar muito, e não ficar ‘zunindo' nos ouvidos dela porque ela precisa dormir. "E funciona".(Aqui dou meu depoimento: Já fiz isso várias vezes e posso garantir que funciona. E com as formigas, também. Com as baratas não consegui ainda experimentar porque quando aparece alguma, antes de eu conseguir pensar qualquer coisa lá vem uma pessoa e lasca uma sapatada.)

Waligora garante também que a comunicação entre espécies está cientificamente comprovada com os experimentos de Rupert Sheldrake (veja o livro Os Cães Sabem Quando Seus Donos Estão Chegando, Editora Objetiva), "e muita gente tem a sua própria experiência pessoal, não precisa de prova científica nenhuma. Você não conhece ninguém que fala com as plantas? E com os seus cães?"

Pouco tempo atrás a Sheila realizou o sonho de infância, visitando o Elephant Nature Park, na Tailândia. "Os elefantes eram muito mal tratados na Tailândia, com essa ‘brincadeira' dos turistas darem passeios em cima deles. Os elefantes são grandões mas têm coluna vertebral muito frágil, então gente subindo neles, com cadeirinha e tudo, às vezes duas pessoas, é um sacrifício enorme para eles.

Fora os maus tratos dos seus donos. Lek, uma mulher maravilhosa, começou a comprar e a criar elefantes de uma forma humana (ou elefantina, pergunto eu?) e daí surgiu o Parque. Passei 15 dias maravilhosos lá e consegui me comunicar com uma elefanta (ou elefoa?) muito doente pelos maus tratos recebidos dos donos anteriores (ela toma analgésicos todos os dias). Nós fizemos um banco para a Medow sentar e descansar um pouco mas ela não entendeu e não sentava. As pessoas que tinham ouvido falar do meu trabalho, tentaram conversar mas... nada.

"Uma noite, quando ia dormir, passei por ela e pedi-lhe desculpas por todo o mal que meus ‘amigos' humanos tinham feito a ela. E senti uma vergonha imensa dos seres da minha espécie que a maltrataram tanto. Na manhã seguinte, passei por ela, que continuava de pé, e expliquei que o ‘sofá' era para ela descansar um pouco e ela podia pelo menos experimentar, para ver se gostava.. Ela ficou me olhando e de repente deu alguns passos para trás e se sentou. Ficou um tempinho, levantou, me olhou de novo e... voltou a sentar! Foi assim, não sei explicar melhor, até acho que com palavras não dá! Mas a experiência foi absolutamente fantástica."

Não sou assim muito ‘fissurado' em animais, talvez por falta de contato na infância. Mas achei o depoimento da Sheila muito válido, e muito gente, muito coração.

Serviço:  Quem quiser saber mais sobre o seu trabalho, atendimento e cursos, ou comprar seu livro, pode ver o site 
www.sheilawal.wordpress.com ou enviar e-mail para waligorasheila@gmail.com

 

SETE PASSOS SIMPLES PARA SE COMUNICAR COM SEU ANIMAL

1. Começe com uma breve meditação para criar um ambiente tranquilo para você e seu animal. Comece fazendo algumas respirações profundas, experimente liberar toda a tensão do seu corpo e relaxar.
2. Peça a seus guias espirituais que o ajudem nesta sessão de comunicação.
3. Pronuncie mentalmente ou em voz alta o nome de seu animal para chamar a sua atenção, ao mesmo tempo que você o visualiza.
4. Envie a ele uma imagem mental de seu corpo físico, juntamente com seu nome.
5. Faça a pergunta a seu animal, de forma clara e objetiva. Imagine que seu animal está lhe enviando uma resposta , seja através de uma imagem, pensamento ou sensação física. Sua imaginação é poderosa, confie. Aceite o que você receber como resposta.
6. Agradeça sempre pela resposta, seja ela qual for e agradeça a seus guias e a seu animal pela boa vontade de se comunicar com você desta maneira.
7. Continue a praticar fazendo outras sessões e outras perguntas a seu animal, e lembre-se de confiar, pela sua imaginação e intuição, naquilo que está recebendo como resposta, mesmo que seja algo totalmente inusitado.

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Médicos desancam planos de saúde. Com toda a razão

 

Mas...

presentes’ recebidos dos laboratórios já incomodam, e muito, os Conselhos de Medicina.

 

Você sabia que o seu plano de saúde pode estar pagando apenas R$ 25,00 pela sua consulta no ginecologista? E no caso de parto, o obstetra recebe R$ 200,00 apenas? Seja parto normal ou cesariana?

Essas são as informações que uma campanha dos ginecologistas e obstetras de São Paulo está nos passando. Parece brincadeira mas é verdade. E tem coisas piores: existem clínicas que têm todos os convênios e então chamam médicos para atender seus clientes e chegam a pagar R$ 6,00 por uma consulta. Conheci uma médica que trabalhava assim um dia por semana e chegava a atender 50 a 60 pacientes por dia, para salvar o seu dia!

Uma curiosidade: o cinegrafista que filma alguns partos ganha, em média, R$ 450,00 por isso, ou seja, mais do que o dobro do médico e sem nenhum responsabilidade.

Será que alguma coisa está errada? O que você acha?

E o convênio só paga uma consulta por mês. Como no último mês de gravidez, a mulher precisa de consultas semanais, o que acontece? O convênio diz para o médico: O problema é seu!

Isso explica talvez porque há tantos partos por cesariana para as mulheres que usam seguro saúde. E o diretor de uma importante maternidade declara que outra razão para tantas cesarianas (mais de 80% nos atendimentos por convênio, quando a orientação da Organização Mundial da Saúde indica um máximo de 15%) é que muitos médicos não sabem fazer parto normal!!! E, claro, que nesses casos os médicos não têm um pingo de razão. 

Outra maluquice, resultado de pesquisa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo: cerca de 80% dos médicos recebem visita de propagandistas dos laboratórios farmacêuticos, e 48% deles receitam os remédios que as fábricas indicam. Pode uma coisa dessas? E a mesma pesquisa mostra que 93% dos médicos receberam no último ano algum tipo de benefício ou pagamento de até R% 500,00 de empresas de remédios. E ainda tem mais: 37% recebem ‘prêmios’ muito maiores, como viagens internacionais!!!

E mais: Para o Cremesp, um terço dos médicos mantém uma "relação contaminada com a indústria farmacêutica e de equipamentos, que ultrapassa os limites éticos".
"Para boa parte [dos médicos], a única forma de atualização é a propaganda de laboratório. E com ela vem os presentes, os brindes. Isso tomou uma dimensão maior, mais promíscua, quando as receitas passaram a ser monitoradas", diz Luiz Alberto Bacheschi, presidente do Cremesp. Sabe por quê? em troca de brindes ou dinheiro, farmácias e drogarias brasileiras auxiliavam a indústria de remédios a vigiar as receitas prescritas por médicos.
Com acesso a cópias do receituário, representantes dos laboratórios pressionavam os profissionais a indicar seus produtos e os recompensavam por isso.
A prática não é ilegal, mas é considerada antiética. Afinal, quem pode pagar essa conta é o paciente. "Na troca de favores, o médico pode receitar um medicamento que tenha a mesma eficácia clínica do que o concorrente, mas que custa mais caro", explica o cardiologista Bráulio Luna Filho, coordenador da pesquisa do Cremesp.
 

Na área de equipamentos médico-hospitalares, a eficácia da visita é ainda maior: 71% dos profissionais da saúde acatam a recomendação da indústria. 

A maioria dos médicos (62%) avalia de forma positiva a relação com a indústria.
Para 73% deles, os congressos científicos não se viabilizariam sem apoio da indústria de medicamentos e de equipamentos.
Luna Filho pondera que, com a internet, o acesso a informações médicas está universalizado. "Essa conversa de que médico tem que ir para congresso no exterior para se atualizar é balela. Ele vai é para fazer turismo."
Existem várias normas -inclusive um artigo no novo Código de Ética Médica, uma resolução da Anvisa e um "código de condutas" da associação das indústrias- que tentam evitar o conflito de interesses na relação entre médicos e laboratórios.
"O problema é que não existe um controle rigoroso de nenhuma das partes", diz Volnei Garrafa, professor de bioética da UnB.
 

O processo de sedução da indústria de medicamentos e de equipamentos já começa nos bancos das escolas médicas. Na pesquisa do Cremesp, 74% dos médicos declararam ter presenciado ou recebido benefícios durante os seis anos de curso.
Outros 58% receberam a visita de representantes da indústria no hospital-escola. Um percentual menor (13%) teve financiamento para participar de eventos científico, cultural ou esportivo.
"Os brindes, os patrocínios já começam na graduação. Quando formado, o médico continua achando a relação natural", diz Bráulio Luna Filho, do Cremesp.
Em Harvard, estudantes têm criticado professores que recebem presentes ou dinheiro da indústria farmacêutica (fazendo pesquisa ou dando cursos ou palestras). A questão é: até que ponto há isenção no que eles estão ensinando aos alunos?
Segundo Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina da USP, alguns setores do Hospital das Clínicas- como o de infectologia- já restringem o acesso dos representantes da indústria, embora outros ainda dependam das amostras grátis.
Mas ainda não há políticas de restrição em relação aos estudantes. Na sua opinião, só é justificável um professor da USP ter atividades financiadas pela indústria se ele estiver envolvido em alguma pesquisa clínica dentro da universidade.



 



 Atrite-se...

Roberto CremaRoberto Crema
 Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio, sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida
como grandes pedras, cheia de excessos.
Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar...
Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir,
através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

Serviço: Na conclusão do seu livro sobre Philon e os Terapeutas de Alexandria Cuidar do Ser, Jean-Yves Leloup diz:
Ao lado da ordem dos médicos falta criar a ordem dos terapeutas. Lembraria as exigências de uma abordagem multidimensional do ser humano e favoreceria uma prática menos fragmentada, quer dizer, menos sectária, da medicina, da psicologia e da espiritualidade. Não se pode esperar um mundo melhor sem uma revisão dos pressupostos antropológicos de nossos métodos de cuidar. Um mundo melhor exige uma melhor antropologia.

O Colégio Internacional dos Terapeutas foi fundado no dia 8 de setembro de 1992, na UNIPAZ-DF. O CIT-Brasil faz parte da REDE UNIPAZ, como organismo complementar, e estende-se pelas diferentes unidades nacionais e internacionais da UNIPAZ.

Leia um dos 10 princípios que o CIT gostaria que todos os terapeutas seguissem: Ética da benção e do respeito à inteireza, jamais reduzindo o ser humano a um rótulo, e também cuidando, nele, daquilo que não é doente, a partir do qual uma dinâmica de cura é ativada;
Roberto Crema é Reitor da UNIPAZ e Coordenador do CIT-Brasil . Veja o site www.unipazsp.org.br 
 e leia mais sobre o Colégio Internacional dos Terapeutas.



Manifesto pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil



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Sylvia


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