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"Criança cria, adulto adultera" (Edson Hiroshi)

Mandala

Menu Eu acho que...

Aprender a pensar é muito melhor do que aprender só o que o professor sabe
(Ou: Aprendendo com os 5 sentidos - talvez com os 6)

Pensar"Nossos filhos são mais inteligentes do que os de qualquer geração anterior. Tínhamos o hábito de pensar nas crianças recém-nascidas como uma taça vazia à espera de que seus experientes pais e a sociedade onisciente a enchessem de conhecimentos... Nossos filhos sabem muito mais do que lhes creditamos. É tal o seu conhecimento inato que vêem o presente e o futuro com mais clareza do que nós, e estão evoluindo num ritmo mais veloz e mais sofisticado do que nós. Por essa razão, as técnicas de aprendizagem atuais são absolutamente inadequadas para eles."

Concordo em ‘gênero, número e grau' (eta expressão besta, devo ter aprendido na escola) com a Maureen Murdoch, autora do livro Giro Interior (Editora Cultrix), de onde tirei esse texto aí em cima. O livro estava perdido, como sempre, na prateleira, de repente ele meio que caiu na minha mão e era o que eu estava precisando ler no momento. E você? Confira.

"Partindo do princípio que o cérebro é um holograma e que o plano-mestre de nosso corpo físico (o DNA) está contido no núcleo de cada célula do corpo, parece natural que toda memória esteja contida igualmente em cada célula de nosso cérebro/corpo.

"Daí podemos concluir que a imagem de cada flor que cheiramos, de cada toque que sentimos, de cada pôr-de-sol que contemplamos são lembrados em todo o cérebro. E se nos dermos conta do papel que desempenham nossos sentidos na aprendizagem, poderemos utilizar todos os sentidos para trazer à tona tais lembranças.

"Por exemplo, podemos começar a associar uma relação de números que queremos lembrar com os sons ou odores que nos atingem no momento em que olhamos os números. A grafia das palavras poderia ser lembrada mediante associação a cores ou ao modo como são sentidas. E assim, com a utilização de todos os sentidos, a aprendizagem não precisa ser apenas memorização mecânica."

Mas na escola seus filhos ou netos aprendem como mesmo? ‘Emprenhando' basicamente pela orelha (e um pouquinho pelos olhos), para repetir apenas o que seu professor falou e que já era simples repetição do que ele tinha ouvido do seu professor. E ai de quem tiver opinião diferente do ‘conhecimento' do professor.

Lembro de minha filha entrando no prézinho, 20 anos atrás, super-criativa como toda criança de 2 anos, e tendo aula de criatividade!!! E começando a achar que para ser criativa tinha que seguir as regras ensinadas pela professora. (Nessa época, eu era professor de Criatividade em duas Faculdades, e o meu trabalho era exatamente tirar da cabeça dos alunos as regras de ‘criatividade' que eles tinham aprendido e deixar fluir a criatividade real que eles tiveram quando crianças.

E agora, vendo os resultados do Enade - que não são lá muito bons - fico imaginando o nível em que estão as Faculdades de hoje também (aqui entre nós aquelas em que eu dei aulas eram bem ruinzinhas!) Curiosamente, USP e Unicamp não participam do Enade. Por que será, hein?

Bem, resumindo o livro Giro Interior, a Maureen tem certeza que as crianças aprendem de formas diferentes, utilizando seus sentidos mais desenvolvidos. Por exemplo, o cinestésico, aquele que tem mais consciência corporal, vai aprender melhor se movimentando, se mexendo, batendo com os dedos na mesa, se balançando... Só que aí a professora vai mandar para o psicólogo, que vai dizer que ele é hiperativo e vai dar-lhe calmantes e pronto... adeus a um possível bom aluno cinestésico (opinião da Maureen e minha também).

Picasso era assim, não parava quieto e os professores achavam que ele era meio retardado. O pai, que era professor de arte, preferiu retirá-lo da escola e mandou-o andar pela rua e fazer o que achasse que fazia melhor. Deu no que deu! Com 18 anos, Picasso entrou num curso superior de arte com resultados considerados de gênio. E depois provou ser gênio mesmo.
Maureen começou a experimentar sessões de relaxamento e imagens mentais dirigidas com seus alunos (ela é professora, sim, então não digam que gosto de falar mal de professor. Falo mal mesmo é da instituição escola. Se eu não abrisse esse parêntesis ia apanhar em casa, já que minha mulher é professora) e obteve excelentes resultados.
Giro Interior basicamente apresenta esses exercícios de relaxamento e de imagens mentais e mostra os resultados com textos escritos pelas crianças. Muito, muito interessante, mesmo.

Para testar, estou fazendo esta matéria em cima da prática de exercícios da Maureen e utilizando-os também em minhas práticas corporais. Gente, a coisa é muito boa mesmo.Então passo para você uma das meditações do livro, claro que já devidamente adaptada pela minha experiência e ‘criatividade'.


A casa dos sentidos

Deitado, se você não estiver com sono, ou sentado, relaxe seu corpo e sua mente com a técnica que você preferir, ou simplesmente prestando atenção em sua respiração durante alguns minutos.

Já relaxou? Então imagine uma cidade bonita e passeie um pouco por suas ruas, olhando, ouvindo, sentindo os cheiros, e até sabores, se conseguir, e passando a mão nas coisas que você encontra, sentindo sua textura.
De repente, uma casa chama a sua atenção, principalmente por causa de uma tabuleta onde está escrito: Sua vida tem sentido? E seus sentidos têm vida? A porta da casa está aberta e você curioso entra para dar uma olhada. Ambiente agradável, várias salas com portas fechadas e cartazes pendurados. Você vê o cartaz ilustrado com dois olhos e decide entrar naquela sala.

Nossa, que confusão. É uma sala cheia de sujeira, de entulhos, de coisas muito feias, mas que você vai reconhecendo uma a uma. Algo que você não quis ver quando era criança, e outras que não prestou atenção na adolescência, outras que virou os olhos para longe.

Enfim, tudo o que você não quis ver na sua vida está naquela sala, e bastante deteriorada. E você percebe, pela sua intuição, que aquela sujeira explica problemas de visão que você tem hoje e outros probleminhas corporais e emocionais. E sente que está na hora de fazer a faxina na sua ‘sala da visão'.

Ver e limpar, ver e limpar (se você identificar coisas ‘reais' de seu passado melhor ainda). No final, você enche um monte de sacos de lixo, fecha-os e os coloca, de acordo com as instruções de um folheto, no local indicado na calçada. E na rua você percebe que sua visão já está mais clara e sua mente está muito mais aberta.

Volta para a casa e vai olhando as outras salas: uma tem um par de orelhas; a outra, um nariz; depois a boca; mãos e pele indicando o tato; e uma sexta sala com uma enorme interrogação.

Agora você decide: vai fazer a faxina de uma vez em todas as salas dos sentidos? Ou vai fazer mais calmamente uma por vez? Você decide.

De qualquer maneira, comece a fazer as coisas - assistir uma aula, ler um livro, conversar, trabalhar, fazer qualquer coisa prestando atenção naquele momento com todos os seus sentidos, inclusive o 6º. É muito interessante, gente. Experimentem. 

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Médicos desancam planos de saúde. Com toda a razão

 

Mas...

presentes’ recebidos dos laboratórios já incomodam, e muito, os Conselhos de Medicina.

 

Você sabia que o seu plano de saúde pode estar pagando apenas R$ 25,00 pela sua consulta no ginecologista? E no caso de parto, o obstetra recebe R$ 200,00 apenas? Seja parto normal ou cesariana?

Essas são as informações que uma campanha dos ginecologistas e obstetras de São Paulo está nos passando. Parece brincadeira mas é verdade. E tem coisas piores: existem clínicas que têm todos os convênios e então chamam médicos para atender seus clientes e chegam a pagar R$ 6,00 por uma consulta. Conheci uma médica que trabalhava assim um dia por semana e chegava a atender 50 a 60 pacientes por dia, para salvar o seu dia!

Uma curiosidade: o cinegrafista que filma alguns partos ganha, em média, R$ 450,00 por isso, ou seja, mais do que o dobro do médico e sem nenhum responsabilidade.

Será que alguma coisa está errada? O que você acha?

E o convênio só paga uma consulta por mês. Como no último mês de gravidez, a mulher precisa de consultas semanais, o que acontece? O convênio diz para o médico: O problema é seu!

Isso explica talvez porque há tantos partos por cesariana para as mulheres que usam seguro saúde. E o diretor de uma importante maternidade declara que outra razão para tantas cesarianas (mais de 80% nos atendimentos por convênio, quando a orientação da Organização Mundial da Saúde indica um máximo de 15%) é que muitos médicos não sabem fazer parto normal!!! E, claro, que nesses casos os médicos não têm um pingo de razão. 

Outra maluquice, resultado de pesquisa do Conselho Regional de Medicina de São Paulo: cerca de 80% dos médicos recebem visita de propagandistas dos laboratórios farmacêuticos, e 48% deles receitam os remédios que as fábricas indicam. Pode uma coisa dessas? E a mesma pesquisa mostra que 93% dos médicos receberam no último ano algum tipo de benefício ou pagamento de até R% 500,00 de empresas de remédios. E ainda tem mais: 37% recebem ‘prêmios’ muito maiores, como viagens internacionais!!!

E mais: Para o Cremesp, um terço dos médicos mantém uma "relação contaminada com a indústria farmacêutica e de equipamentos, que ultrapassa os limites éticos".
"Para boa parte [dos médicos], a única forma de atualização é a propaganda de laboratório. E com ela vem os presentes, os brindes. Isso tomou uma dimensão maior, mais promíscua, quando as receitas passaram a ser monitoradas", diz Luiz Alberto Bacheschi, presidente do Cremesp. Sabe por quê? em troca de brindes ou dinheiro, farmácias e drogarias brasileiras auxiliavam a indústria de remédios a vigiar as receitas prescritas por médicos.
Com acesso a cópias do receituário, representantes dos laboratórios pressionavam os profissionais a indicar seus produtos e os recompensavam por isso.
A prática não é ilegal, mas é considerada antiética. Afinal, quem pode pagar essa conta é o paciente. "Na troca de favores, o médico pode receitar um medicamento que tenha a mesma eficácia clínica do que o concorrente, mas que custa mais caro", explica o cardiologista Bráulio Luna Filho, coordenador da pesquisa do Cremesp.
 

Na área de equipamentos médico-hospitalares, a eficácia da visita é ainda maior: 71% dos profissionais da saúde acatam a recomendação da indústria. 

A maioria dos médicos (62%) avalia de forma positiva a relação com a indústria.
Para 73% deles, os congressos científicos não se viabilizariam sem apoio da indústria de medicamentos e de equipamentos.
Luna Filho pondera que, com a internet, o acesso a informações médicas está universalizado. "Essa conversa de que médico tem que ir para congresso no exterior para se atualizar é balela. Ele vai é para fazer turismo."
Existem várias normas -inclusive um artigo no novo Código de Ética Médica, uma resolução da Anvisa e um "código de condutas" da associação das indústrias- que tentam evitar o conflito de interesses na relação entre médicos e laboratórios.
"O problema é que não existe um controle rigoroso de nenhuma das partes", diz Volnei Garrafa, professor de bioética da UnB.
 

O processo de sedução da indústria de medicamentos e de equipamentos já começa nos bancos das escolas médicas. Na pesquisa do Cremesp, 74% dos médicos declararam ter presenciado ou recebido benefícios durante os seis anos de curso.
Outros 58% receberam a visita de representantes da indústria no hospital-escola. Um percentual menor (13%) teve financiamento para participar de eventos científico, cultural ou esportivo.
"Os brindes, os patrocínios já começam na graduação. Quando formado, o médico continua achando a relação natural", diz Bráulio Luna Filho, do Cremesp.
Em Harvard, estudantes têm criticado professores que recebem presentes ou dinheiro da indústria farmacêutica (fazendo pesquisa ou dando cursos ou palestras). A questão é: até que ponto há isenção no que eles estão ensinando aos alunos?
Segundo Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina da USP, alguns setores do Hospital das Clínicas- como o de infectologia- já restringem o acesso dos representantes da indústria, embora outros ainda dependam das amostras grátis.
Mas ainda não há políticas de restrição em relação aos estudantes. Na sua opinião, só é justificável um professor da USP ter atividades financiadas pela indústria se ele estiver envolvido em alguma pesquisa clínica dentro da universidade.



 



 Atrite-se...

Roberto CremaRoberto Crema
 Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,
desde que estejamos abertos e livres
para sermos impactados
pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras
que estão na nascente de um rio,
e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas,
pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas
pelo rio, sofrendo a ação da água
e se atritando com as outras pedras,
ao longo de muitos anos,
elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também agem nossos contatos humanos.
Sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar
que não existem sentimentos, bons ou ruins,
sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir
um relacionamento próximo com o outro,
é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência
com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser
várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou,
eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas,
que precisaram ser desbastadas
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,
ainda nessa análise. Começamos a jornada da vida
como grandes pedras, cheia de excessos.
Os seres de grande valor,
percebem que ao final da vida,
foram perdendo todos os excessos
que formavam suas arestas,
se aproximando cada vez mais de sua essência,
e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,
dada a compreensão da existência e importância do outro,
e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte
e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos,
mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade, a de amar...
Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir,
através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos
que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva,
ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmente
não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!

Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

Serviço: Na conclusão do seu livro sobre Philon e os Terapeutas de Alexandria Cuidar do Ser, Jean-Yves Leloup diz:
Ao lado da ordem dos médicos falta criar a ordem dos terapeutas. Lembraria as exigências de uma abordagem multidimensional do ser humano e favoreceria uma prática menos fragmentada, quer dizer, menos sectária, da medicina, da psicologia e da espiritualidade. Não se pode esperar um mundo melhor sem uma revisão dos pressupostos antropológicos de nossos métodos de cuidar. Um mundo melhor exige uma melhor antropologia.

O Colégio Internacional dos Terapeutas foi fundado no dia 8 de setembro de 1992, na UNIPAZ-DF. O CIT-Brasil faz parte da REDE UNIPAZ, como organismo complementar, e estende-se pelas diferentes unidades nacionais e internacionais da UNIPAZ.

Leia um dos 10 princípios que o CIT gostaria que todos os terapeutas seguissem: Ética da benção e do respeito à inteireza, jamais reduzindo o ser humano a um rótulo, e também cuidando, nele, daquilo que não é doente, a partir do qual uma dinâmica de cura é ativada;
Roberto Crema é Reitor da UNIPAZ e Coordenador do CIT-Brasil . Veja o site www.unipazsp.org.br 
 e leia mais sobre o Colégio Internacional dos Terapeutas.



Manifesto pelo fim da publicidade e da comunicação mercadológica dirigida ao público infantil



Brasileiro tem vocação para a felicidade?



O imediatismo da economia, da mídia e da política



As crianças da Nova Era



Cientistas não são deuses (embora muitos achem que são...)



É possível conversar com os animais? É sim



Olhares diferentes sobre a nossa visão



O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?



A Magia de Machu Picchu



Um viva para as pessoas esquisitas!


   

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Sylvia


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