Quando eu era criança e adolescente várias pessoas me diziam essa frase do título: professores da escola e do ginásio, meus pais e vários parentes e amigos adultos. A partir daí eu fazia tudo sem pressa e com tranquilidade e fazia bem todas as coisas que precisava fazer. E isso continuou acontecendo em todos os meus empregos, quando já adulto.

Hoje eu vejo em São Paulo uma quantidade enorme de pessoas sempre com muita pressa e vejo bem poucas coisas perfeitas aqui na cidade. Entre os muito apressados eu noto muitos motoristas de carros, idem para os motoqueiros e ciclistas, e também para muitos motoristas de ônibus, que dirigem num velocidade enorme. E também vejo vários pedestres andando muito rápido e olhando o celular, então a gente tem que sair da frente deles para não ser atropelado. E vários viciados em celulares atravessam as ruas sem olhar o trânsito, o que é um perigo enorme. Andando de táxi, já vi várias vezes os taxistas terem que brecar os carros, já quase em cima dos viciados em celulares.

E eu uma vez quase fui atropelado por uma ciclista. na via dos ciclistas na avenida Paulista, porque a moça estava andando de bicicleta e olhando o celular, e eu tive que dar um pulo para não ser atropelado. Que idiotice, hein?

E onde eu mais vejo pedestres muito apressados é nas estações de metrô. E os trens do metrô hoje também andam numa velocidade incrível e fazem um barulho terrível, inclusive quando entram nas estações para parar e apanhar os passageiros.

Vendo os apressados eu lembrei que num curso de Pranaterapia que eu estava ministrando anos atrás uma senhora me disse: “Roberto, eu sou do interior do Estado de São Paulo e vou observar minhas ansiedades e pressas desnecessárias quando eu andar ou correr nas escadas rolantes do metrô. Se elas andam sozinhas porque eu vou andar ou correr em cima delas?”

Eu achei interessante essa observação e lembrei que eu não andava nem corria nas escadas rolantes e pouca gente fazia isso. Hoje, tanto para entrar no trem do metrô como quando estão saindo, tem um monte de pessoas correndo nas escadas rolantes. E em seguida correm para entrar no trem, inclusive quando as portas já estão sendo fechadas. E eu não consigo entender isso porque entre o trem que parte e o seguinte que chega o tempo de duração é de apenas 2,5 a 3,5 minutos.

                Muito barulho faz mal para os ouvidos e para o cérebro.

Lembro que há alguns anos li um estudo científico que afirmava que São Paulo é a cidade que tem mais pessoas com doenças cerebrais e mentais e a causa principal disso é o excesso de barulhos na cidade.

Então é provável que o barulho feito pelos motoristas de veículos em geral possam estar criando doenças de audição e cerebrais em muitas pessoas. Inclusive para quem dirige os veículos, porque percebo dentro dos ônibus e em muitos trens do metrô um barulho enorme, e claro nas motocicletas que correm muito, também. Para me defender eu coloco várias vezes os dedos nos ouvidos.

Também acho que as ambulâncias e as peruas ou caminhões de bombeiros fazem um barulho enorme para andar rápido. Claro que entendo que muitas vezes esses veículos têm que andar rápido, mas poderiam ter um barulho menor pedindo passagem. Uma vez, em Santos, levei minha mãe já bem idosa numa ambulância para um hospital, e logo ela me disse: “Filho, fala para o motorista que não precisa fazer esse barulho para andar muito rápido como ele está andando porque ele deve estar achando que eu estou morrendo e eu não acho isso.” E essa ambulância fazia um barulho bem menor que o que fazem hoje as ambulâncias e veículos de bombeiros.

Outra coisa que lembrei agora de outros problemas que os apressados criam para si próprios é a pressa que têm para almoçar. Como almoço sozinho, e quase sempre em restaurantes vegetarianos, que hoje são muitos bons e com preços bem melhores que os não-vegetarianos, observo pessoas comerem um prato bem cheio em uns 3 ou 4 minutos e fico perplexo. E lembro que uma nutricionista me mostrou um livro sobre refeições que dizia que ninguém deve comer rápido. E explicava que a forma de comer deve ser assim: “Encha o garfo e coloque na boca e aí mastigue sem pressa e com tranquilidade. E só coloque a garfada seguinte depois que a boca estiver vazia, já tendo mastigado e engolido a garfada anterior.”

Hoje reparo nos restaurantes gente, inclusive algumas bem obesas, colocando garfos na boca com uma pressa incrível e com a boca sempre super-cheia. Acho isso estranho, e lembro que pode fazer mal para a pessoa, mas não tenho como falar para ela, então apenas escrevo aqui.

Outra coisa que acho estranha e provavelmente prejudicial é o que fazem as pessoas que almoçam olhando o tempo todo para o celular. Percebo que as cabeças delas ficam muito inclinadas para a frente, algumas pessoas quase encostam a boca nos pratos. E isso faz mal para o pescoço, para os ombros e até para a coluna inteira.

Então, completo que, para não nos prejudicarmos nem fazermos mal para outras pessoas, não devemos ter pressas exageradas e nem fazer muitos barulhos desnecessários. Vamos experimentar fazer isso e notar os resultados.

E indico isso também para o meu netinho biológico Felipe, e para as duas netinhas não biológicas, Beatriz (Bibi) e Clara (Clarinha), que me adotaram como vovô postiço.

Abraços do Roberto Inácio para todos vocês, e Fiquemos Todos Nós com Deus.

 


* digite o que você vê na imagem acima.
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