É conversando que a gente se entende… pelo menos com os animais!

Falar com um cachorro, ou um gato, grande coisa, não é? A gente vê isso todo dia na rua (e eu sempre fico olhando pra ver se o bicho responde – para ver a cara da dona, ou do dono, claro).E falar com um elefante? Ou com formigas? Ou com pernilongos, baratas etc etc? E com plantas, árvores e pedras? Complicou um pouco, não?

E se os danados dos bichos, todos eles, e quase sempre, respondem, como é que ficamos?

Para Sheila Waligora (e segundo ela, para muitas outras pessoas, só que o pessoal prefere não dizer nada, ‘para não ser chamado de maluco’), conversar com animais é uma coisa absolutamente normal, e ela fazia isso ainda quando criança, embora não soubesse bem o que estava acontecendo. O que Sheila não entende é a ‘inteligência’ humana: “Não sei como uma espécie que se diz inteligente pode acreditar que o mundo inteiro, todas as espécies, todos os reinos, foram criados unicamente para o seu uso. Uso desenfreado, idiota, que está destruindo o próprio mundo, nossa própria casa. E nós é que somos racionais, é?”, diz Sheila.

Sheila é veterinária, claro, mas só utiliza tratamentos naturais, como homeopatia, florais, alimentação e comunicação telepática. Trabalhou com pecuária orgânica, viveu em várias comunidades, inclusive no Japão, e sempre alimentou o sonho da infância de trabalhar com animais selvagens.

Anos atrás leu um livro de Penelope Smith, comunicadora com outras espécies, adorou e logo foi para os Estados Unidos fazer curso com ela. A partir daí ganhou confiança, “ou melhor, deixei de me preocupar com o que as pessoas iriam pensar de mim”, e abriu de vez o seu trabalho, fazendo atendimentos com animais (‘e seus donos, senão não funciona’) e fazendo palestras e dando cursos. E escreveu o livro Eu falo, Tu falas… Eles falam – Guia para Comunicação Entre Espécies, que já está na terceira edição, esta editada pela Irdin Editora.

“É preciso mudar”

“A maioria das pessoas acha correto matar os animais que incomodam e cuidar muito bem dos que aliviam sua solidão, divertem e auxiliam-nas. E também acham que sem usar os animais em pesquisas não podemos progredir. Mas para muita gente Deus, o Divino, o Grande Espírito, o nome que você queira dar, está presente em tudo o que existe, plantas, minerais, animais, mesmo naqueles que ‘incomodam’ muito, como baratas e pernilongos. As pessoas têm ‘nojo’ de baratas, mas o nojo está nelas, não nas baratas,” vai nos falando a Sheila.

Com os pernilongos, Sheila faz o seguinte: coloca ‘comidinhas’ nas janelas para eles e vai conversando, dizendo que quando ela estiver dormindo eles podem dar umas mordidinhas, mas sem machucar muito, e não ficar ‘zunindo’ nos ouvidos dela porque ela precisa dormir. “E funciona”.(Aqui dou meu depoimento: Já fiz isso várias vezes e posso garantir que funciona. E com as formigas, também. Com as baratas não consegui ainda experimentar porque quando aparece alguma, antes de eu conseguir pensar qualquer coisa lá vem uma pessoa e lasca uma sapatada.)

Waligora garante também que a comunicação entre espécies está cientificamente comprovada com os experimentos de Rupert Sheldrake (veja o livro Os Cães Sabem Quando Seus Donos Estão Chegando, Editora Objetiva), “e muita gente tem a sua própria experiência pessoal, não precisa de prova científica nenhuma. Você não conhece ninguém que fala com as plantas? E com os seus cães?”

Pouco tempo atrás a Sheila realizou o sonho de infância, visitando o Elephant Nature Park, na Tailândia. “Os elefantes eram muito mal tratados na Tailândia, com essa ‘brincadeira’ dos turistas darem passeios em cima deles. Os elefantes são grandões mas têm coluna vertebral muito frágil, então gente subindo neles, com cadeirinha e tudo, às vezes duas pessoas, é um sacrifício enorme para eles.

Fora os maus tratos dos seus donos. Lek, uma mulher maravilhosa, começou a comprar e a criar elefantes de uma forma humana (ou elefantina, pergunto eu?) e daí surgiu o Parque. Passei 15 dias maravilhosos lá e consegui me comunicar com uma elefanta (ou elefoa?) muito doente pelos maus tratos recebidos dos donos anteriores (ela toma analgésicos todos os dias). Nós fizemos um banco para a Medow sentar e descansar um pouco mas ela não entendeu e não sentava. As pessoas que tinham ouvido falar do meu trabalho, tentaram conversar mas… nada. “Uma noite, quando ia dormir, passei por ela e pedi-lhe desculpas por todo o mal que meus ‘amigos’ humanos tinham feito a ela. E senti uma vergonha imensa dos seres da minha espécie que a maltrataram tanto. Na manhã seguinte, passei por ela, que continuava de pé, e expliquei que o ‘sofá’ era para ela descansar um pouco e ela podia pelo menos experimentar, para ver se gostava.. Ela ficou me olhando e de repente deu alguns passos para trás e se sentou. Ficou um tempinho, levantou, me olhou de novo e… voltou a sentar! Foi assim, não sei explicar melhor, até acho que com palavras não dá! Mas a experiência foi absolutamente fantástica.”

Não sou assim muito ‘fissurado’ em animais, talvez por falta de contato na infância. Mas achei o depoimento da Sheila muito válido, e muito gente, muito coração.

Serviço:  Quem quiser saber mais sobre o seu trabalho, atendimento e cursos, ou comprar seu livro, pode ver o site www.sheilawal.wordpress.com ou enviar e-mail para waligorasheila@gmail.com

SETE PASSOS SIMPLES PARA SE COMUNICAR COM SEU ANIMAL

1. Começe com uma breve meditação para criar um ambiente tranquilo para você e seu animal. Comece fazendo algumas respirações profundas, experimente liberar toda a tensão do seu corpo e relaxar.

2. Peça a seus guias espirituais que o ajudem nesta sessão de comunicação.

3. Pronuncie mentalmente ou em voz alta o nome de seu animal para chamar a sua atenção, ao mesmo tempo que você o visualiza.

4. Envie a ele uma imagem mental de seu corpo físico, juntamente com seu nome.

5. Faça a pergunta a seu animal, de forma clara e objetiva. Imagine que seu animal está lhe enviando uma resposta , seja através de uma imagem, pensamento ou sensação física. Sua imaginação é poderosa, confie. Aceite o que você receber como resposta.

6. Agradeça sempre pela resposta, seja ela qual for e agradeça a seus guias e a seu animal pela boa vontade de se comunicar com você desta maneira.

7. Continue a praticar fazendo outras sessões e outras perguntas a seu animal, e lembre-se de confiar, pela sua imaginação e intuição, naquilo que está recebendo como resposta, mesmo que seja algo totalmente inusitado.

 


* digite o que você vê na imagem acima.
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