Kevin Dunbar, professor de Psicologia queria entender (e eu também) como os pesquisadores chegam às suas conclusões científicas. Passou um ano nos laboratórios da Universidade Stanford, nos Estados Unidos. E o que ele descobriu?

“Os cientistas definem um objetivo e a partir daí bloqueiam a consideração de outras hipóteses. E pelo menos 50% dos dados encontrados em pesquisas são inconsistentes com a tese inicial. Quando isso acontece, os cientistas refazem o experimento mudando simples detalhes, como a temperatura, por exemplo, esperando que os dados estranhos ‘desapareçam’ (NR E já vi muitos estudos mostrando que se esses dados estranhos insistem em aparecer são logo ‘desaparecidos’ misteriosamente). Só uma minoria investiga os resultados inesperados.

“Isso acontece porque se você está comprometido com uma teoria (NR e as vezes esse comprometimento é financeiro, mostram muitos outros estudos), a tendência é ignorar fatos inconsistentes com ela. Experimentos custam dinheiro e tempo, e eles não vão se arriscar em nome de algo que não conhecem.

“Em geral, cientistas preferem fazer experimentos de baixo risco, que garantem emprego e publicações. E a maioria dos cientistas se preocupa só em publicar. Assim, 90% dos cientistas apenas mudam uma variável de um velho experimento e o publicam novamente e como ‘grande’ descoberta.”

Agora sou eu: esse estudo explica uma parte das incongruência da ciência, da tal de ‘comprovação científica’, que a mídia ama. A outra parte é explicada pelos interesses financeiros. Como nossa sociedade é baseada só na economia, e esta apenas no consumo e no lucro, a picaretagem se espalha por todas as áreas.

Por exemplo: na ‘grande’ pesquisa do aquecimento global (que tem muitas contestações) houve apenas um pequeno erro, segundo afirmou um dos cientistas da pesquisa, depois que ela contestada. Sabem qual foi o pequeno erro? Algo que tinha 3,7% de chances de acontecer em 2050 apareceu na pesquisa como tendo 37% de chance de acontecer!!!

Outro exemplo: todos os países europeus contestaram as pesquisas que ‘criaram’ a gripe suína, ameaçaram processar a Organização Mundial da Saúde e não fizeram campanhas de vacinação no último inverno (e não aconteceu nada de grave). E mostraram provas de que cientistas que participaram do estudo tinham fortes ligações com a indústria farmacêutica.

A OMS começou a declarar, em fevereiro, que a ‘pandemia’ de fato já não era tão grave. Mas só agora, em agosto, declarou que a ‘pandemia’ acabou.

E há vários livros, escritos por médicos e cientistas, contando as barbaridades que os laboratórios farmacêuticos fazem com nossa saúde. Veja por exemplo o livro: A Verdade Sobre os Laboratórios Farmacêuticos, escrito pela médica Marcia Angell, e publicado no Brasil pela Editora Record. Marcia foi editora-chefe durante muitos anos de uma revista científica e saiu quando os laboratórios passaram a manipular a própria revista.

E veja abaixo trechos de matéria publicada na revista Época, e tire suas próprias conclusões!

 

ÉPOCA – Como a indústria farmacêutica se tornou tão poderosa?

Peter Host – Eles ganham muito dinheiro, cerca de US$ 500 bilhões ao ano. E podem comprar a todos. Os laboratórios se tornaram donos da Casa Branca. O governo americano chega a negociar com os países pobres em nome deles. Como isso é feito? Os Estados Unidos pressionam esses países para que aceitem patentes além do prazo permitido (15 anos em média). Quando a patente se estende, os países demoram mais para ter acesso ao medicamento mais barato. E se as nações pobres não aceitam a medida dos americanos, correm o risco de sofrer retaliação e de nem receber os medicamentos. Essa atitude é o equivalente a um assassinato em massa. Pessoas que dependem dos remédios para sobreviver, como os soropositivos, poderão morrer se o país não se sujeitar a esse esquema.

ÉPOCA – É por isso que não se investe em tratamentos para doenças como a malária, mais comuns em países pobres?

Rost – Não há interesse em desenvolver medicamentos que possam acabar com doenças conhecidas há décadas. Os países pobres não podem pagar essa conta. O Brasil é visto pela indústria farmacêutica internacional como um mercado pequeno. Ela se baseia em dados de que apenas 10% dos brasileiros têm condições de pagar por medicamentos. Para eles, esse número não significa nada.

ÉPOCA – Segundo uma teoria, os laboratórios “criam” doenças para vender medicamentos. Isso é real?

Rost – É o caso da menopausa. Sei que as mulheres passam por problemas nesse período da vida. Mas não classifico a menopausa como doença. As mulheres usam medicamentos com estrógeno para amenizar calores e melhorar a elasticidade da pele. Os laboratórios se aproveitaram dessas reações naturais da menopausa e as classificaram como graves. Quando as mulheres tomam os remédios, sofrem infarto como efeito colateral.

Peter Rost é médico, e foi vice-presidente de Marketing da Pfizer. Demitido por denunciar práticas ilegais do laboratório, ganhou US$ 35 milhões no processo contra a empresa. Publicou em 2008, nos Estados Unidos o livro: O Denunciante: Confissões de um Combatente do Sistema de Saúde, inédito no Brasil

 

(Trechos de matéria publicada na revista Super Interessante, em agosto/2010)


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