Sylvia: Aproveitando minhas recentes férias, como correspondente  especial do Jornalternativo nos Estados Unidos, tive muito prazer em conseguir  um tempo especial do Meir Schneider para esta entrevista, exclusiva para o jornal,  com questões de nosso editor Roberto Inácio e Sylvia Lakeland, justamente na fase de lançamento de novo livro “Saúde Visual para Toda Vida”, Meir Schneider, em português, um lançamento da Editora Cultrix de 2012.

Roberto Inácio: Catarata – Há exercícios eficientes para a catarata? Ou a solução sempre é a cirurgia?

Meir: Há diversos meios para se prevenir de cataratas. O melhor é uma sessão bem longa de palming (empalmar). Esfregar as mãos; relaxar os ombros  (entrelaçar os dedos  e esticar os braços para frente e fazer círculos em ambas direções; esfregar as mãos e cobrir os olhos, visualizar escuridão completa).
Fazer isto durante uma hora por dia, com intervalos de 10 minutos.  Outro exercício é olhar à distância, que explico muito no meu novo livro, é um dos dez passos para melhorar a visão. Assim, se morar junto à praia, terá oportunidades de olhar diariamente o mar, as ondas, as nuvens , o sol brilhando na água. Se morar na cidade, olhar através da janela os prédios mais distantes, morros, colinas.
Sylvia: No capítulo VI do novo livro “Saúde Visual Para Toda Vida” Meir sugere uma série de exercícios para condições patológicas, como as cataratas, diabetes e glaucoma, entre outras.


Roberto Inácio:
Vejo crianças bem pequenas usando óculos de grau e, pior, óculos escuros. Que exercício pode indicar que possam ajudar as crianças e serem passados assim como uma brincadeira?

Meir: Antes de mais nada, é preciso compreender que óculos escuros são muito prejudiciais. Precisamos da luz do sol para nossa retina, nosso bem estar e para o sistema imunológico. Uma vez que entendemos bem isto, sabemos a importância de encontrarmos tempo para nos livrarmos dos óculos escuros. Seguem os exercícios do sunning (ensolar): quando fechar os olhos, posicionar-se de frente para o sol e mover a cabeça de um lado para outro; massagear em volta dos olhos para eliminar a contração na testa; abanar as mãos nas laterais do rosto para melhorar a visão periférica e tornar os olhos menos sensíveis.
Sylvia: A partir do momento em que os pais e orientadores entenderem os conceitos básicos dos exercícios propostos, transformá-los em brincadeiras depende da imaginação de cada um. Criar jogos, de preferência ao ar livre, brincar com bolas de diversos formatos e tamanhos, uso de balanços e gangorras, cama elástica, empinar papagaios, brincar na areia e olhar as ondas do mar na beira d’água, passear de bicicleta, zoológico e aquários, manter mobiles em movimento nos ambientes internos, de fato, é libertar a criatividade e adaptar-se às necessidades de cada criança. Mas, nunca habituar a criança a usar óculos escuros, por vaidade ou por copiar outras crianças na escola e lazer. Os professores tem também um papel importante na introdução destes exercícios como hábitos para as crianças desde pequenas, na escola.


Roberto Inácio: E para os velhinhos, tipo a minha mãe, que exercícios podemos indicar para os olhos e para o corpo inteiro, e que possam ser feitos pela pessoa sentada?

Meir: Os idosos devem entender que é muito importante manter um bom fluxo do sangue para a cabeça e que devem relaxar o pescoço. Assim, sentar-se numa cadeira e mover o corpo em círculos é uma boa maneira de aliviar as costas e o pescoço.
Sylvia: Em seguida ao relaxamento, um excelente exercício que recomendo é o balanceio: sentar-se junto a uma janela aberta, no terraço ou no banco num parque, os pés bem colocados no chão, o peso do corpo equilibrado no banco, e fazer o balanceio: colocar o dedo indicador à frente do rosto, cerca de 60cm, e girar o corpo de um lado para outro, sem tirar os olhos do dedo. Observar como tudo em volta parece se movimentar no sentido oposto ao movimento. Um exercício que concentra a atenção, relaxa o corpo e os olhos e aumenta a percepção visual periférica. Uma distração e o tempo passa fácil!


Roberto Inácio: Dr. Laércio Motoryn me disse, numa conversa no ano passado, que na época do vestibular os jovens têm muitos problemas de visão, pela tensão e uso excessivo dos olhos. Quem usa óculos, precisa aumentar o grau, e quem não usa começa a precisar de óculos. Ele recomenda que a pessoa aumente o grau, mas pouco tempo depois do vestibular faça nova consulta porque em muitos casos a visão melhora passada a tensão, e várias vezes o ex-vestibulando já nem precisa de óculos. O que o Meir pensa disso tudo?

Meir: Primeiro, concordo plenamente com o ponto de vista do Dr. Motoryn, ressaltando a importância de um respeitado oftalmologista que também pensa como eu. Segundo, os estudantes devem olhar à distância por 8 minutos, duas vezes por dia, ao mesmo tempo abanando as mãos nas laterais do rosto, a fim de relaxar os olhos do excesso de uso do computador. E, quando estão no computador, devem ter atenção à sua visão periférica e piscar muito.

 

Roberto Inácio: Aliás, na vida da gente a tensão não acontece só nos vestibulares. Acontece um monte de vezes na vida – casamento, nascimento de filhos, separação, perda de emprego etc, etc.. Eu por exemplo tive uma piora na catarata logo em seguida à morte de meu pai. O que podemos recomendar de exercícios para épocas tensas de nossas vidas?

Meir: Esta é uma boa pergunta e a resposta varia muito de indivíduo a indivíduo. Minhas sugestões são longas caminhadas no parque, natação, passeios de bicicleta e, sobretudo, quando relaxamos por um minuto, fazer o palming (empalmar).
Sylvia: Manter os olhos no escuro total por alguns minutos, com uma contração adequada das pupilas no escuro pode levar a mais relaxamento na vida normal e nos ajudar a manter boa visão para toda vida. Outro aspecto é o piscar: quando piscamos mais devagar, quebrando hábitos automáticos, conseguimos respirar mais profundamente. Quanto mais lenta for a respiração, mais relaxado ficará. Ver mais detalhes no novo livro.


Sylvia: Manter o equilíbrio dos dois olhos é muito importante e sabemos que este aspecto é observado e muitas vezes corrigido em crianças desde muito cedo: são os problemas de estrabismo, visão dupla ou do olho preguiçoso. Algo pode ser feito no caso de adultos? O que o Meir sugere?

Meir: acredito energicamente que adultos podem equilibrar os olhos, o que contradiz a opinião médica. Existem muitos exercícios que permitem esta correção. Entre elas, sugiro colocar um faixa de papel de cerca de 6 cm, fixada na testa  e até o  queixo. Andar, jogando uma bola de um lado para outro, no nível acima da cabeça. Ha muitos outros exercícios no meu novo livro, que separam os dois olhos e fazem cada olho trabalhar separadamente.

 

Sylvia: Através da aplicação dos exercícios e hábitos saudáveis de visão, com o método de aperfeiçoamento natural da visão, é também possível aumentar a plasticidade cerebral, prevenindo assim outros problemas como traumas e dores?

Meir: A plasticidade do cérebro torna-se maior como resultado dos exercícios de visão. Também a postura do corpo muda e a pessoa torna-se mais dinâmica. A mudança na postura, de manter a cabeça inclinada para frente como resultado de uma miopia, para uma cabeça ereta muda muito a postura do indivíduo. A postura de esticar o peito para frente e a cabeça para trás também muda quando a cabeça se mantém reta. A consequência disto é uma postura dinâmica melhor, melhor ligação entre o cérebro e o corpo, permitindo uma troca no corpo e melhor fluxo sanguíneo.

Meir: Espero ter respondido bem as questões do Jornalternativo, depois de dois dias intensivos de curso que promovi durante um Congresso de Massagem, aqui nos EUA. Muito obrigado Sylvia e Roberto Inácio.


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